EXPERIÊNCIA COM JARDINS
Nunca me esquecerei de uma experiência que tive aos dez anos de idade, quando nos mudamos de casa, e eu plantei um jardim nos fundos. Lembro-me de como fui colhendo mudas de plantas, arbustos e flores de diferentes espécies. A assimetria foi o meu forte naquele jardim improvisado. Plantei as margaridinhas próximas às dálias e fiz uma contravenção, misturei muitos arbustos, em meio ao quintal; aos pés de um abacateiro deixei crescer flores brancas e amarelinhas. Tive um cuidado especial com os matinhos que cresciam beirando a cerca de madeira. Uma enorme mangueira crescia na parte detrás de um rancho onde guardávamos quinquilharias. Gostava do cheiro da terra quando a chuva caía depois de uma tarde muito quente, da umidade perfumada. As folhas formando um tapete verde debaixo das árvores, o mato e as flores; às vezes aquele “desleixo” surpreendia-me pela beleza rara e única. Era pura intuição, gostar do jardim misturado ao pomar!
Aquele era o meu fractal do planeta, um pedaço apenas, mas nele encontrei TUDO, especialmente a mim mesma.

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